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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Erika Campos Escreve - Uso da Bandagem Terapêutica em Crianças Down


A bandagem terapêutica foi criada pelo japonês Kenso Kase em 1970 , para ser usada em atletas como alívio para dores, inchaços e para alongar determinada musculatura.

Na fonoaudiologia o seu uso começa a ser explorado. Apesar de poucas pesquisas na área, observamos sua grande eficácia nas terapias, principalmente em bebês e crianças com Síndrome de Down.

 Podemos obter com o uso da bandagem elástica benefícios com:
  • Melhora do Tônus Facial
  • Melhora da postura respiratória
  • Melhora do vedamento labial e respiração nasal
  • Adequação da postura de língua
  • Diminuição da sialorreia
  • Facilita a coordenação de alguns movimentos para a fala ( orbicular de lábios para os fonemas x e j )
  • Melhora na realização das Funções Neurovegetativas ( Respiração, Mastigação, Deglutição e Sucção ).
 
 
É de extrema importância salientar que tais resultados são alcançados com o uso da bandagem elástica associada a exercícios e técnicas específicas para cada função muscular que desejo trabalhar a fim de otimizar meus resultados com o paciente.
 
 Muitas pessoas pensam que somente com o uso da bandagem os resultados poderão ser alcançados de imediato e não é assim.
 
Para aplicação da técnica é necessária a formação com profissionais habilitados e credenciados.
 
É um trabalho muito sério, pois precisamos saber qual músculo será trabalhado, sua origem e término, a função do mesmo e o objetivo do trabalho com a aplicação.
 
Os exercícios específicos juntamente com o uso da bandagem são de extrema importância para obter o resultado desejado.
 
Tanto a colocação, a retirada e o tempo de permanência necessitam de orientações e cuidados específicos, assim como a orientação da marca da bandagem.
 
 Em relação às cores das bandagens não existe diferença frente à resistência da elasticidade. Usamos de acordo com a preferência dos pacientes e de seus pais.
 
 Mais uma vez quero salientar que somente um fonoaudiólogo habilitado pode fazer uso deste recurso.
 
 Por isso conversem com seu fonoaudiólogo a respeito da sua formação , pois só assim tanto terapeutas como nossas crianças terão resultados maravilhosos com o uso desta técnica aliada ao nosso trabalho!
 
 
Erika Campos – Fonoaudióloga- Especialista em Síndrome de Down – Membro da Therapy Taping Association - Telefones : ( 041 ) 3333 3322 9206 3236
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 28 de setembro de 2014

Bandagem Terapêutica e a Sídrome de Down

Príncipe João 

No Post de hoje vamos falar sobre a Bandagem Terapêutica.

Conheci a Bandagem através da Mãe do João no Face da Alexandra Seika Padia, ela postou essa foto do Príncipe João usando a bandagem e fiquei curiosa. 

Decidimos então pesquisar essa nova terapia e divulgar para todos como funciona.

A Bandagem foi desenvolvida na década de 70, no Japão, pelo médico quiropata Kenzo Kase. Esse método visa aliviar a dor, reduzir edemas, a bandagem serve também para melhorar a circulação linfática, gera uma maior estabilidade articular e também melhora a contração muscular. 

A bandagem trata-se de um esparadrapo. Esse esparadrapo terapêutico tem 130 a 140% de elasticidade, é feito de um tecido com 100% de algodão, é ativado pelo calor e é à prova d´água, não contém látex, Permite que a pele respire sem obstrução, possibilita o movimento do corpo normalmente e dura de três a cinco dias na pele após aplicado. 

Esta bandagem mantém a comunicação com os tecidos mais profundos, através de diversos receptores encontrados na epiderme, derme e outros tecidos sensoriais como o próprio músculo. Pode ser utilizada tanto na prevenção como no tratamento e reabilitação das lesões.

Nas crianças Down está sendo usada para trabalhar a musculatura da face e manter a boca fechada e a língua para dentro.

O esparadrapo entra em ação, a partir do momento que a fita entra em contato com o corpo, provo-cando um estímulo na pele.

Quando este estímulo chega ao cérebro, numa velocidade maior que a dor, acaba inibindo assim a sensação dolorosa.

Seu uso na fonoaudiologia ainda é novo, pesquisas apontam sua eficácia em terapias de alterações temporomandibulares (ATM), paralisia facial, apraxias, assimetrias faciais, hipotonia dos músculos da face, além de auxílio na reeducação da respiração.


Diminuição da sialorreia (baba) e aumento do controle de deglutição de saliva, melhora na mobilidade da língua, durante a função de mastigação e fala, melhora na permanência do selamento labial (boca fechada) facilitando a respiração nasal e garantindo alongamento dos músculos labiais, facilita-ção na retração da língua. nos casos de protrusão exagerada e tratamento das disfunções da ATM, principalmente nos casos de dor.

A cor das bandagens, estão associadas à técnica de cromoterapia. 



Vermelho - estimula a motivação e persistência da força física;
Verde - melhora o raciocínio e promove relaxamento;
Azul - provoca confiança e relaxamento;
Violeta - auxilia no equilíbrio hormonal;
Amarelo - auxilia nas escolhas e ativa o sistema linfático;
Laranja - encorajadora, favorece o sistema circulatório.

A aplicação dessas bandagens deve ser feita por um profissional qualificado na área.Fonte

Achamos super interessante, principalmente que depois dos dentinhos nascerem a utilização da placa palatina de memória fica mais difícil, e com essa nova terapia o problema da boquinha aberta pode ser resolvido, melhorando inclusive a respiração nasal .

Obrigada  Beijos  Simone Santiago Marques