domingo, 14 de agosto de 2016

Feliz dia dos Pais !!!


Feliz Dia dos Pais !!!
Amandinha e o papai brincaram na escola, se divertiram muito, nosso mundo é com certeza muito melhor com nosso Príncipe !!! :)
Segue abaixo linda mensagem dos dias dos Pais.
 Os braços de meu pai.
Haverá lugar mais seguro no mundo, do que os braços de meu pai?
Haverá abraço mais forte, presença mais certa, do que a certeza de meu pai?
Depois de partir tantas vezes, depois de lutar tantas vezes, haverá outro lar para onde eu possa voltar, senão para a mansão do coração de meu pai?
Haverá professor mais dedicado, médico mais experiente, conselheiro mais sábio do que esse?
Haverá olhos mais zelosos, ouvidos mais atentos, lágrimas mais sentidas, sorrisos mais serenos do que os dele?
Existirá mais alguém no mundo que lute por mim como ele? Que se esqueça de suas necessidades pensando nas minhas? Que esteja lá, em qualquer lugar, a qualquer hora, por seu filho?
Existirá mais alguém no mundo que renuncie a seus sonhos pessoais por mim, e que chegue até a tornar os meus sonhares os seus próprios, por muito me amar, e por muito querer me ver feliz? Existirá alguém?
Raros são os corações como o dele. Raros como a chuva durante a estiagem. Raros como o sol nas noites eternas dos polos terrenos.
*
Nossos pais são únicos. São dessas almas que Deus, em Sua bondade sem fim, coloca em nossas vidas, para torná-las completas.
Nossos pais são únicos. São as estrelas que permanecem no firmamento, dando-nos a beleza e a luz da noite, sem nada exigir em troca.
São tão valorosos que, mesmo após se tornarem invisíveis aos olhos, e serem vistos apenas em fotografias e sonhos, continuam conosco, com o amor de sempre, com o abraço seguro de todas as horas.
*
É por tudo isso que preciso lhe dizer, pai, não somente hoje, mas em todas as manhãs que a vida me proporcionar, que se meus passos são mais certos hoje, é porque souberam acompanhar os seus; que se hoje sou mais responsável, é porque minha responsabilidade se espelhou na sua; e que se hoje sonho em ser pai, é porque tive em você a maior de todas as inspirações.
Não sabemos ao certo o tempo que estaremos juntos, aqui, nesta jornada, mas saiba que nada me fará mais feliz no futuro do que reencontrá-lo, tantas e tantas vezes, em tantas e tantas vidas, porque jamais existirá lugar mais seguro no mundo do que os seus braços, meu pai querido.
Minhas preces têm em seus versos o seu nome.
Meu espelho tem as feições que seu semblante me emprestou.
Minha fé tem a sua certeza, a sua confiança.
Meu coração tem as sementes das suas virtudes, e o livro da história de minha felicidade tem, em todas suas páginas, a palavra pai.
Redação do Momento Espírita, com base no poema Os braços de meu pai, de autoria desconhecida.
Em 11.8.2016.

Beijos  Simone Santiago Marques

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Torta de Maça, uma delícia !!!


Torta de maça com sorvete !!!  Quem quer ?
Ingredientes
  • 100g de manteiga
  • 2 xícaras (chá) de açúcar
  • 2 ovos
  • 2 colheres (chá) de canela
  • 2 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 2 colheres (chá) de fermento
  • 3 maçãs cortadas em cubinhos
Como fazer
  1. Comece misturando as 100g de manteiga, 2 xícaras de açúcar e 2 ovos batendo bem até que forme um creme fofo e mais esbranquiçado.
  2. Adicione então 2 colheres de chá de canela, 2 1/2 xícaras farinha de trigo e 2 colheres de chá de fermento para bolos; a massa vai ficar bem grossinha mesmo! Por último, adicione à massa 3 maçãs cortadas em cubinhos.
  3. Cubra um refratário com papel manteiga e espalhe sua massa por igual.
  4. Leve ao forno em temperatura média, por aproximadamente 40 minutos ou até que a casquinha fique bem durinha e, ao espetar o palito, voltem pequenos pedaços de massa.
  5. Deixe esfriar.                  Fonte
Bom apetite. Beijos  Simone Santiago Marques

domingo, 7 de agosto de 2016

Futuro e sexualidade - síndrome de Down - Dr Zan Mustacchi


Dando continuidade no Guia do Bebê, seguimos com futuro e sexualidade . Vamos lá !!
Uma situação frequente vivida por familiares de alguém com síndrome de Down é a pergunta relacionada ao futuro da geração  e expectativa de vida. O tem " futuro da geração " está diretamente relacionado com perspectivas e ansiedades relativas as duas questões.
A primeira delas é "Quem acompanhará meu filho quando eu não estiver mais presente?",  e a segunda está relacionada à questão de filhos que eventualmente possam ser esperados por um casal com síndrome de Down.
Para abordar a primeira questão é preciso ter a ciência de que a ordem natural da vida respeita a todos nós, isto é, os pais partem antes dos filhos. Os filhos deverão adaptar-se a uma vida chamada de autônoma. Quando falamos de autonomia, não estamos necessariamente falando de autonomia individual, a qual é muito difícil de ser atingida, principalmente ao considerarmos que necessitamos constantemente de apoio e troca de informações com nossos familiares, amigos etc.
A perspectiva de vida autônoma à qual nos referimos é a possibilidade de conviver com uma sociedade que compartilha e auxilia. Esse arranjo é absolutamente viável para a vida de um adulto com síndrome de Down que tenha alguém considerado " apoio", o qual preferimos chamar de " monitoramento intermitente", responsável por momentos que envolvam questões econômicas e jurídicas.
Esse cuidado se deve ao fato de vivermos em uma sociedade pobre de caráter e educação, que possibilita o abuso de pessoas mal-intencionadas.
Outra questão importante é a da sexualidade. A menstruação e a ejaculação ocorrem na mesma fase e da mesma forma como em qualquer pessoa, mas ao que tudo indica a menopausa é prematura. Sabemos que a atividade enzimática , a qual controla equilíbrios metabólicos, está muitas vezes alterada e de certa forma acelera nas pessoas com síndrome de Down ;  que o ciclo de fertilidade e equilíbrio metabólico dos hormônios sexuais femininos  é reduzido; e que, consequentemente, o envelhecimento é prematuro. O mesmo ocorre com todo o ciclo de vida celular do organismo desses indivíduos.
Um processo muitas vezes preocupante e curioso ocorre em adolescentes com síndrome de Down é definido como " puberdade precoce ". O sinal indicativo de puberdade precoce isossexual ( isto é, no indivíduo do sexo masculino relacionado com pênis e pelos, e no sexo feminino, com mamas e pelos) é a expressão prematura e/ou exacerbada  da maturidade sexual em qualquer faixa de idade.
Curiosamente , durante muito tempo escreveu-se na literatura técnica que a genitália masculina dos indivíduos com síndrome de Down era pequena ( "micro"), mas surpreendentemente começamos a observar uma grande frequência de adolescentes com aumento importante de genitália, cujo diagnóstico inicial foi puberdade precoce. Para esses casos , especificamente, houve uma varredura ( pesquisa) ampla de situações patológicas que pudessem ter induzido a essa surpreendente alteração chamada de macrogenitossomia, o que indica uma clássica puberdade precoce.
Todas as pesquisas concluíram padrões normalíssimos. Uma macrogenitossomia em um adolescente com síndrome de Down deve ser sumariamente investigada para não cometermos o erro de desprezar situações próprias  da puberdade precoce como doença, mas devemos reconhecer de antemão que a macrogenitossomia pode ser normal nesses jovens.
No caso da concepção entre pessoas com síndrome de Down, há uma possibilidade de cerca de 80% de nascimento de crianças com esse mesmo diagnóstico. Quando um deles têm síndrome de Down e o outro não, a possibilidade é de 50%. O melhor método anticoncepcional ainda é o celibato. Entretanto, sejamos objetivos: acredito que a educação com informação adequada para uso rotineiro de preservativos é o melhor método.
Mas será que as pessoas com síndrome de Down têm condições  de lembrar-se do uso do preservativo, já que o desejo, neste momento, é maior do que a preocupação com qualquer coisa ? - alguns se perguntarão. Com certeza, caso seja ensinado a esse grupo de pessoas a importância do uso de preservativo, sem dúvida se lembrarão de usá-lo  de forma muito mais incisiva do que as pessoas sem a síndrome. Além de evitar doenças infectocontagiosas por transmissão sexual, esse tipo de método contraceptivo evita o uso de medicamentos ( hormônios) chamados anticoncepcionais , que podem ser orais ou intramuscular , ou até depósitos subcutâneos, e evita os riscos do uso do dispositivo intauterinos ( DIU).
Beijos  Simone Santiago Marques

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Quem é a criança com síndrome de Down ? - Dr Zan Mustacchi Parte 2


Dando continuidade ao Guia do Bebê, sobre Quem é a criança com síndrome de Down ?
O comprometimento intelectual manifestado nas pessoas com síndrome de Down é claramente variado de um indivíduo para o outro, mas essa situação não determina de maneira nenhuma uma referência de diferentes graus entre eles.
A redução do tamanho do encéfalo ( cérebro) das pessoas com síndrome de Down relaciona-se com vários achados, sendo o principal o que chamamos de encurtamento da árvore dendrítica ( os dendritos são alongamentos dos ramos da célula nervosa e, portanto, são projeções e extensões dessa célula que conhecemos como neurônio ).
A comunicação entre os neurônios ( células nervosas ) ocorre pela aproximação entre um detrito e outro. Podemos usar como exemplo o tronco de uma árvore cujos ramos se prolongam para atingir distâncias progressivamente maiores. Quando esses ramos aumentam em número, formarão uma área de cobertura, como se fosse uma amplitude de sombras cada vez maior, portanto, se tivermos múltiplas árvores, tanto suas raízes quanto seus ramos poderão entrelaçar-se ( juntar-se, encostar-se e fazer tocar uns nos outros) de tal forma que com maior intensidade e maior frequência os ramos e raízes estarão em contato e se relacionando.
O tamanho da área de sombra- da área de contato entre uma árvore e outra- é refletido principalmente pelos ramos. Isto é, não importa a distância de uma árvore e outra se a comunicação entre elas puder ser realizada pelo prolongamento, aproximação e multiplicação dos seus ramos.
Isso nos facilita entender que o mais importante não é o número de neurônios, mas sim o quanto esses neurônios podem se ramificar através de seus dendritos e se intercomunicar. Como já citamos anteriormente,nas pessoas com síndrome de Down há uma redução do número de dendritos, porém esses podem ser estimulados a um melhor " alongamento".
Atualmente existem muitos estudos e experiências na tentativa de alongar e ampliar as ramificações dendríticas. Várias medicações já foram usadas, com resultados variados, com o intuito de facilitar esse processo, mas nenhuma delas foi realmente eficaz e com resultados melhor que um placebo  ( medicação sem efeito químico)
Hoje está muito claro, conforme observado em testes de grande e absoluta confiança ( realizados em camundongos  e confirmados em seres humanos), que a estimulação universal, isto é, de todos os sentidos ( audição, visão, tato, olfato, gustação e emoção), além de uma importante estimulação social, física e emocional é fundamental. O conjunto dessas estimulações que podem ser feitas em casa, na rua, na escola, no clube, em atividades desportivas ( Ginástica e esporte ) e de lazer consegue estimular os neurônios a aumentar e alongar os dendritos.
Fica claro que pessoas estimuladas de maneira equilibrada ( não devendo ser hiperestimuladas a ponto de se sentirem estressadas) só terão a ganhar mais potencial de aprendizagem por capacitação.
Todos aprendemos, mas é preciso saber como ensinar, para ensinar algo a alguém devemos primeiro pensar : " Quais as possíveis formas de aprender aquilo que eu quero ensinar ?"
Essa maneira de pensar é o que chamamos de aprender a aprender, o que também implica aprender a ensinar, e está relacionada não somente a um domínio de fórmulas, os chamados modelos de capacitação, mas principalmente vinculada com conteúdo e criatividade, palavras que traduzem uma das portas mais importantes da habilidade de um professor ou de qualquer pessoa envolvida com o saber ensinar.
É muito comum ouvirmos que pessoas com síndrome de Down têm com maior frequência uma assustadora doença chamada leucemia, que incide principalmente em crianças e adolescentes. As pessoas com síndrome de Down têm aumento de endostatina, que é uma proteína inibidora do crescimento de tumores cancerígenos sólidos. A codificação dela é feita pelo cromossomo 21. Como as pessoas com síndrome de Down têm três cromossomos 21 , produzem 50% a mais de endostatina.
Por isso, estão mais protegidas contra o câncer sólido. No caso da leucemia, o índice é bem maior entre os indivíduos com síndrome de Down que na população comum. Mas com uma diferença: nas crianças com Down, quando diagnosticadas prematuramente, a leucemia tem aproximadamente 100% de chance de cura. Entre as crianças comuns, a chance é de 80%.
O próximo post será sobre futuro da geração e puberdade.
Beijos  Simone Santiago Marques

domingo, 31 de julho de 2016

Quem é a criança com síndrome de Down ? - Dr Zan Mustacchi Parte 1


Dando continuidade nos posts sobre o Guia do Bebê, hoje vou começar o capítulo sobre quem é a criança com síndrome de Down.  vamos lá !!
A criança com síndrome de Down é simplesmente uma criança como qualquer outra. Por ser assim, é também uma pessoa, com particularidades e características.Todos dizem que existem pessoas que são normais, então se subentende que existam outras que sejam anormais  e novamente se expressa um preconceito. Perguntamos: o que é ser e quem é normal? O importante de agora em diante é adotarmos um novo conceito: somos  pessoas comuns . Ser comum não nos parece tão agradável quanto sermos normais.
Curiosamente há quem acredite que ser comum tem um contexto pejorativo. Até onde vai nosso preconceito?
Ao longo de 30 anos, nos quais tive a oportunidade de avaliar e examinar mais de 6 mil indivíduos com síndrome de Down, de fio a pavio, aprendi que as pessoas que têm síndrome de Down são pessoas comuns, que têm na sua informação genética um pedaço pequeno do menor dos cromossomos em excesso, isto é, simplesmente é um material a mais. Esse material a mais tem sua expressão traduzida em três situações clínicas que as diferenciam das outras pessoas:
  1. Uma pessoa comum que tenha característica facial que lembre um oriental
  2. Pequenas e quase imperceptíveis diferenças caracterizadas como atraso do desenvolvimento motor relacionadas à redução da sua força muscular
  3. Apresentação de dificuldades na sua capacitação em virtude de alterações neurológicas.
A Característica facial  mais marcante nas pessoas com síndrome de Down é o desenho dos olhos, que costumam ser um pouco afastados  entre si em virtude de uma dobra  de pele chamada epicanto, a qual sai  da base do nariz, escondendo o ponto por onde as lágrimas saem, que é o canto interno dos olhos.O desenho as pálpebras faz com que os olhos sejam um pouco puxados para cima, dando-lhes a característica amendoada. Muitas vezes o epicanto simula o que chamamos de falso estrabismo ( tem-se a impressão que o indivíduo é vesgo). É relativamente frequente um pequeno edema (inchaço), tanto nas pálpebras inferiores quanto superiores, que têm uma expressão clínica variada, isto é mais ou menos evidente entre diferentes crianças.
O restante do rosto tem uma silhueta  mais arredondada com maior proeminência das bochechas. A boca apresenta frequentemente um desenho que lembra um arco de cupido, cujo lábio superior têm inclinação para baixo simulando o arco, e o lábio inferior, horizontalizado em linha reta, fosse a corda do arco.
Habitualmente  o queixo é pequeno . O pescoço é um pouco mais curto, porque as vértebras cervicais, que são os ossos do pescoço , são mais achatadas em relação a população comum.
Quanto aos músculos definidos como hipotônicos ( enfraquecidos, com redução da força muscular ) é preciso esclarecer que temos dois tipos de músculos.
O primeiro grupo é chamado de músculos estriados e esqueléticos ( vistos ao microscópio apresentam estrias, que são linhas ). Estes são do nosso próprio domínio e por isso são definidos como músculos voluntários; como o próprio nome diz, por serem esqueléticos, estão ligados ao esqueleto.
O Outro grupo é o dos músculos lisos  ( vistos ao microscópio, são lisos sem nenhuma linha), que estão em todo o nosso corpo ( vísceras e órgãos internos), não ligados aos ossos, e seu  movimento não depende da nossa vontade, portanto são chamados de músculos involuntários ou autônomos. Seus movimentos são automáticos e um dos melhores exemplos para entendê-los é o que tecnicamente chamamos de peristaltismo intestinal, ou melhor, quando temos fome, sentimos e percebemos um movimento dentro da barriga , que é incontrolável , portanto não o dominamos por nossa vontade.
Como para toda regra há uma exceção, o único músculo que é estriado, não esquelético e involuntário é o músculo do coração ( músculo cardíaco).
Quando a hipotonia é discutida deve subentender-se  que a também necessariamente uma frouxidão ligamentar. Os músculos esqueléticos unem-se aos ossos por estruturas que funcionam como se fossem " borrachas ", chamadas de ligamentos, e são esses ligamentos que unem os ossos entre si. Imagine  que essas " borrachas" estão sendo esticadas e soltas de forma constante. O ato de esticar chamamos de extensão articular, e quando esticamos ao máximo realizamos uma hiperextensão articular. A união dos músculos com os ligamentos é um dos principais mecanismos  da limitação da extensão das articulações.
Se considerarmos que os ligamentos das pessoas com síndrome de Down são chamados de frouxos, o que significa que seu estiramento máximo terá uma resultante de movimento articular ampliado - e essa situação é a principal responsável pelo que chamamos de instabilidade articulares  - as subluxações e raras luxações serão mais evidenciadas nesse grupo de pessoas.
É muito frequente ouvirmos que infecções ou comprometimentos respiratórios são situações repetitivas em pessoas com síndrome de Down, e é necessário entender por quê. Ocorre que " as portas de entradas " ( por onde entram os micróbios que geram infecção ) da maioria dos processos infecciosos são as narinas e a boca; portanto, esses dois lugares têm mecanismos próprios de defesa, formando barreiras para reduzir a entrada dos micróbios no corpo.
Pessoas com síndrome de Down dificilmente terão broncoconstrição, em virtude da hipotonia muscular, quem tem Down não têm asma. Eles podem apresentar um quadro de inflamação das células dos brônquios as quais ficam inchadas e " simulam" um quadro de asma.  O tratamento dessa situação nas pessoas com síndrome de Down é baseado em anti-inflamatórios , e nunca em broncodilatadores ( esses costumam ter efeitos de aumento de batimentos da frequência cardíaca, o que pode complicar problemas cardíacos)
Quanto ao refluxo, a hipotonia faz com que o músculo seja incapaz  de se contrair adequadamente por falta de tônus, o conteúdo do estômago volta para o esôfago, portanto, sobe contra o fluxo. Esse condição pode passar a ser severa se atingir a altura das vias respiratórias, acarretando inclusive pequenas aspirações  e eventuais pneumonias, além de otites e sinusites, e também um processo inflamatório do esôfago chamada esofagite. Se o refluxo chega à boca, pode inclusive acarretar cáries.
No intestino, o movimento é mais lento, devido à hipotonia, as manifestações de obstipação intestinal ( intestino preso) serão mais evidentes.
Na vesícula , se for hipotônica, ocorre em 7% a 9 % das pessoas com síndrome de Down, poderá ocorrer um endurecimento chamado de cristalização da bile, dentro da vesícula ( pedra na vesícula).
Continuamos no próximo post, sei que essa leitura fica um pouco chata, mas é muito importante sabermos todos esses detalhes, para que nossos filhos tenham uma melhor qualidade de vida.
Beijos  Simone Santiago Marques

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O Impacto da notícia - Dr Zan Mustacchi


Existe um Guia do Bebê na internet super legal, ele foi escrito e supervisionado pelo Dr Zan Mustacchi.
Vou fazer posts das informações mais importantes, iniciando pelo impacto da notícia, vamos lá !!
É muito comum que no momento  em que recebemos a notícia da síndrome de Down nossos sentimentos estejam confusos e embaralhados. É uma sobrecarga emocional enorme, afinal deparamos nesse momento com uma situação completamente diferente da que tínhamos planejado para nossa vida e a de nosso filho.
As informações e os modelos que trazemos conosco da síndrome de Down normalmente são antigos, ultrapassados e cheios de preconceitos. Nessa hora precisamos reavaliar todo esse repertório de informações e buscar novos conceitos.
Medo, culpa, negação e raiva são alguns sentimentos manifestados. Por que comigo? O que fiz para merecer isso ? Quem é o culpado ? Todas essas perguntas elaboradas de uma só vez , trazendo muita dor e tristeza. O Conflito entre a negação e o amor, unidos em um só sentimento, nos traz culpa por não aceitarmos de imediato a notícia.
A família desempenha um papel  de extrema importância no desenvolvimento das pessoas com síndrome de Down. Quanto mais informações atualizadas a família possuir mais a criança terá suas potencialidades aproveitadas.
Com a ajuda de profissionais, grupos de apoio e outros pais, a família será encaminhada a dar os primeiros passos no trabalho potencial de seu filho. Entenderemos que não estamos sozinhos, nem desamparados; que, com a notícia, teremos um grupo de pessoas que nos acolherá e ajudará a reformular o conceito, ou "pré-conceito", sobre a síndrome de Down.
Com base nessas novas informações, com a possibilidade de conhecer outras crianças com a síndrome em diversas etapas da vida ( engatinhar, andar,ler,escrever..), será aberta uma gama de possibilidades, esperança e ânimo para a retomada de suas vidas.
Comece a se permitir viver a alegria de ter um filho. Receba seus amigos e parentes com a alegria que um nascimento merece. Mostre seu filho sem medo nem dor,e você verá que as pessoas também ficarão mais tranquilas e agirão com naturalidade.
Cada pessoa tem uma forma de lidar com o inesperado, e cada um vai buscar o caminho mais adequado para superar sua dor. Mas não deixe de pedir ajuda se precisar, pois todos passamos por esse caminho quando recebemos a notícia.
Tentamos nesta obra, contudo, fazer um alerta: todos esses sentimentos são perfeitamente comuns, de uma forma ou de outra, serão superados no tempo de cada um. O amor normalmente vence todas essas barreiras e seus filhos serão amados como qualquer outra criança.
O caminho às vezes é difícil porque nos faz rever conceitos preestabelecidos . Mas, depois de percorrê-lo, vamos encontrar esperança, com alegria e orgulho de termos conseguido superar todas as adversidades desse  momento.
Saiba que seu filho com síndrome de Down é uma criança como as outras, e que, como tal, precisará bastante de amor - o ingrediente mais importante dessa caminhada.
Palavras lindas não acham ?  O Próximo post será sobre a síndrome de Down.
Beijos   Simone Santiago Marques

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Formas de fazer a vida do seu filho autista mais fácil parte 2


Dando continuidade na matéria encontrada no site sobre autismo, Lagarta vira pupa  , formas de fazer a vida do seu filho autista mais fácil.  segue
  • Ecolalia: Algumas crianças autistas vão repetir com frequência frases, palavras ou textos. A Ecolalia pode ser uma comunicação funcional,assim como muitos jovens da geração Y acham normal escrever " vc ". A escolia também pode ser uma forma de estereotipia verbal: pode ser tranquilizador repetir frases seja para você mesmo ou numa conversa com outra pessoa. Mesmo assim, pais, professores e terapeutas com frequência tentam eliminar ou redirecionar a ecolalia do autista.  Apenas diga não !
  • Uma importante necessidade de " descomprimir ":  Pessoas autistas ficam sobrecarregadas pelo mundo. Então, quando o seu filho chega da escola, ou de uma saída, ou mesmo depois de passar um tempo com você, tenha certeza de dar a ele todo o tempo de descanso que ele precisa. Dê a ele espaço para processar, se reintegrar , fazer estereotipias, ver os vídeos favoritos - a forma que ele te indicar que funciona melhor para que ele se " descomprima ". Isso é especialmente importante para nossos filhos, já que as crianças autistas tendem a ter uma agenda superlotada com terapias e outras atividades sociais intensas que requerem mais energia do que é esperado para não autistas. Então, suas reservas de energia podem ser completamente drenadas.
  • Cegueira facial ou Prosopagnosia: Cegueira facial é uma coisa real para muitas pessoas autistas, apesar de seu grau variar. Então,  tente ajudar o seu filho a compensar: ajude-o a reconhecer as pessoas por traços que vão além de rostos, fique alerta para situações que podem estressá-lo, como encontrar amigos ou conhecidos, ou reconhecer professores e cuidadores. Ajude-o a encontrar uma estratégia que ajude os familiares ou amigos a se aproximarem dele, como, por exemplo, fazer a outra pessoa sempre dizer " Oi, sou eu, o [nome]  ".
  • Sensibilidade ao tom de voz : Crianças autistas podem ser absurdamente sensíveis às emoções de outras pessoas, algumas vezes absorvendo-as  e até aumentando-as. Isso significa que manter o seu tom de voz neutro ou positivo ao falar com seu filho autista é um esforço que vale a pena. O que você  pode considerar como um tom de voz " firme mais amável ", pode ser percebido como doloroso e raivoso por uma pessoa autista que opera em uma frequência altamente emocional. Então, faça o seu melhor para ter um estilo de comunicação calmo e confortador com seu filho.
  • Simplifique o espaço dele: Pessoas que ficam facilmente sobrecarregadas por estímulos visuais e auditivos, que têm agnosia ( dificuldade para reconhecer estímulos sensoriais como formas, cheiros, sons ) ou precisam de tempo para se reorganizar, se costumar gostar de ambientes como quartos ou salas de aula que são levemente vazios e organizados. Se o seu filho tem dificuldades em criar ou organizar este espaço por si só devido a problema de atenção, função executiva ou outros fatores, então faça o seu melhor para ajudá-lo a organizar e manter esses espaços como ele preferir.
  • Necessidade de pausas : Se seu filho autista é, de fato, uma esponja emocional, ele vai precisar de períodos de " férias " dos principais emissores de emoção em sua vida: os membros da família. Faça o seu melhor para garantir que ele tenha essas pausas - sempre que você puder e sempre que ele quiser. Elas podem ser desde um passeio silencioso de carro até deixá-lo passar um tempo com um cuidador ou pessoa querida de confiança que não seja você. Vocês dois irão se beneficiar.
Cada autista é único, o que significa que esses onze fatores ( post 1 e 2 ) podem não valer para todos ( por mais que eles sejam bem comuns ). Esta lista também não pretendia englobar tudo . Considere isso como um começo, um check list , um mini guia para pais considerarem pontos de vista que eles não conheciam, e que podem ajudar a eles e a seus filhos a viverem a vida da melhor forma possível.
texto original em inglês http://www.blogher.com/11-ways-make-your-autistic-childs-life-easier
Beijos  Simone Santiago Marques