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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Início da Tutora na Escola Inclusiva

 
No Post de hoje vamos falar sobre o início da Tutora na escola inclusiva.

Como escolhemos a escola inclusiva para nossa Amanda sabíamos que ela precisaria de um apoio extra na sala de aula. Quando fizemos a matrícula dela já falamos sobre a tutoria para nossa filha e combinamos que seria preciso avaliar primeiro como ela reagiria.
 
A Amanda é muito ativa, ligada em 220V as vezes e a carga da bateria dela dura muito e na escola é a mesma coisa o que dificulta a execução de algumas atividades que demandam mais atenção. No final do semestre passado tivemos uma reunião na escola onde comentamos sobre a possibilidade de ter o tutor e que no começo do semestre decidiríamos.
 
Neste período foi possível identificar algumas dificuldades como por exemplo, ela começar e tem dificuldade para finalizar as tarefas propostas, ela precisa de uma ajuda para concluir . Outra ponto que precisamos trabalhar com ela é fazer com que ela participe mais das atividades. As vezes pelo barulho ela acaba se afastando e ela precisa interagir mais com as outras crianças.
 
 Ela faz bem esta interação na maioria das vezes, mas na hora da roda da história por exemplo, ela não quer sentar na roda, prefere ficar sentada na cadeirinha ao lado da bandeja de frutas é claro se acabando na bandeja !!! 
 
Na sala da Amanda são 15 amiguinhos e somente uma professora, ela é muito amorosa com a Amanda, mas é difícil conseguir com que a Amanda participe de todas as atividades, sem alguém para ajudar na atenção necessária.
 
Já estávamos ansiosos em relação a ela ter a Tutora. Cremos que com alguém mais próximo ela se desenvolverá mais rápido e acompanhará a turma sem problemas. Então desde segunda-feira nossa boneca esta com a tutora e hoje tivemos uma reunião com ela e a orientadora para traçar o plano de trabalho. A tutora se chama Juliana, ela e a Amanda já desde o inicio se deram bem, a Amanda é extremamente carinhosa e aceita bem as novidades e adora conhecer pessoas.
 
Como a Amanda já tem independência em diversas atividades, como na hora do parque e do lanche, o acompanhamento da Tutora não será o tempo todo da aula, somente em determinadas atividades propostas para fazer ela aprender a focar mais sua atenção.
 
Nesta primeira semana a Tutora e a Amanda já conseguiram realizar várias tarefas do início ao fim, sem nenhum tipo de problema, a Amanda aceitou sua presença e participou das atividades com o grupo a semana inteira.
 
Esperamos que com a Tutora a Amanda consiga finalizar  as atividades .
 
Daqui a exatamente um Mês estaremos realizando uma nova reunião com a professora e a Tutora, assim avaliaremos quais foram os progressos e pontos que necessitam de maior atenção.
 
Obrigada e bom final de semana!!!!   Beijos    Simone Santiago Marques
 
 
 
 
 

domingo, 15 de junho de 2014

A Escola Inclusiva



Hoje vamos falar sobre a Escola Inclusiva.
No primeiro momento pensamos que a Escola Regular e a Escola Inclusiva são a mesma coisa. Quando começamos a conhecer a escola Inclusiva, verificamos que existem  diferenças.

Em Curitiba, pelo que eu saiba existem poucas escola Inclusivas , conhecemos uma delas na palestra sobre a Síndrome de Down organizada pela REVIVER DOWN. 

Colégio Integral, na época fiquei encantada com o projeto, mas como morávamos do outro lado da Cidade, decidimos esperar.

Na metade do ano passado ( 2013 ), nossa casa ficou pronta, nosso novo bairro fica próximo, fomos até o Colégio Integral fazer uma entrevista com a Amanda, conversamos com a Coordenadora e decidimos matricular a Amanda no Jardim II em 2014.

Conversando com a Coordenadora, percebi que precisava preparar a Amanda, conversei com a Águida, para que a Amanda tivesse dois atendimentos na semana, ela tinha que estar começando a falar. 
Tiramos a chupeta, passou a dormir na mini cama , começamos a deixar ela almoçar sozinha, ela teria que estar preparada para lanchar " quase " sozinha.

Após a conversa a Amanda foi ao parque com o Grupo do Jardim II, o escorregador era alto e ela se virou numa boa ( Graças a Deus o Lúcio sempre deixa ela se virar sozinha , principalmente no parquinho. Eu como sempre medrosa, fico próxima quando ela sobe no escorregador quero dar a mão na descida!!! )
A escola é bem grande tem turma até o terceiro ano do segundo grau, várias crianças da REVIVER DOWN estudam e estudarão lá, inclusive um deles passou no vestibular de Educação Física.

Construir uma escola inclusiva, não é fácil precisa de vontade de que as coisas realmente aconteçam, perseverança, fé, entusiasmo, superação, não pode haver nenhum tipo de discriminação ou preconceito, é querer, é acreditar que pode dar certo e o mais importante ter consciência de que muito já se está sendo feito mais ainda é pouco, existe grande distância entre o real e o ideal, é perceber que se irá errar muitas vezes e fracassar, mas é ter coragem para reconhecer que errou e seguir em frente. 

Segundo Mantoan apud Gil, 1997:
“A inclusão causa uma mudança de perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apóia a todos: professores, alunos, pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente educativa geral”.

A luta em se ter uma escola inclusiva de verdade é grande, de nada adianta colocar a criança especial dentro de uma classe comum, se a deixarem segregada, exclusa. A criança tem que sentir-se valorizada, importante, inteligente, capaz igual aos demais estudantes. Cada um possui limites, o que o professor não pode é enfatizar a limitação das pessoas e sim mostrar-lhes que são capazes de evoluir sempre, que cada conquista não é o ponto final, é apenas o estímulo para buscar cada vez mais.

A vontade de vencer deve ser maior que o medo de fracassar. Ninguém vence sozinho. Ninguém nasce sabendo as coisas, tudo se aprende e não se deve nunca perder a esperança, confiança e tranqüilidade.

Segundo Aranha, 2004:
“Escola inclusiva é, aquela que garante a qualidade de ensino educacional a cada um de seus alunos, reconhecendo e respeitando a diversidade e respondendo a cada um de acordo com suas potencialidades e necessidades”

Na verdade, a escola que inclui é aquela que além de oferecer o acesso das crianças portadoras de necessidades especiais e de outras pessoas que de alguma forma sofrem algum preconceito (índio, negro, o estrangeiro, etc.), é aquela que garante a permanência e o sucesso dos alunos. Isso é um desafio constante a todos.

O sucesso de toda escola só acontece quando há a participação e a integração de todos os envolvidos no processo educacional: docentes, direção, orientação, pais, alunos, políticos empenhados, e toda a comunidade em geral. Para nortear esses trabalhos faz-se necessário ter objetivos bem claros, políticas públicas definidas e acessíveis, projeto político pedagógico que condiz com a realidade, fundamentação teórica relacionada com a prática.

O processo de avaliação deverá ser todo reformulado também, ao se lidar com crianças com deficiências, não se pode julgar todos iguais, cada qual tem seus talentos, suas habilidades e capacidades próprias; e trabalhá-las, desenvolvê-las é o mais importante.

A proposta pedagógica deve ser estudada, reinventada, deve haver flexões curriculares para atender todo o público escolar.

Faz anos que o Colégio Integral realiza este trabalho, e vejo todos os dias várias crianças Down em vários níveis, inclusive no segundo grau, por enquanto a Amanda não tem Tutora, a Coordenadora ainda não vê a necessidade.

 Aranha (2004) :
“A escola que pretende ser inclusiva deve se planejar para gradativamente implementar as adequações necessárias, para garantir o acesso de alunos com necessidades educacionais especiais à aprendizagem e ao conhecimento."

“A pedagogia adotada na escola inclusiva deve ser a pedagogia voltada à criança como um todo. “A escola deve buscar refletir sobre sua prática, questionar seu projeto pedagógico e verificar se ele está voltado para diversidade”

 Gil (1997) :
“É importante que o professor e toda a comunidade escolar (diretor, funcionários, alunos) se lembrem de que todo aluno pode, a seu modo e respeitando seu tempo, beneficiar-se de programas educacionais, desde que tenha oportunidades adequadas para desenvolver sua potencialidade”.


Na primeira semana de aula senti que a Amanda estava voltando sempre nervosa, quando estava chegando no final da semana a Professora me explicou que a sala inteira era nova , e estava em adaptação,  a Amanda não gosta de choro e nem de gritos, ela estava nervosa porque algumas crianças estavam chorando na adaptação.

Passada a primeira semana, tudo se resolveu ! Escola nova, sem chupeta, dormindo na mini cama . Queria tirar a fralda também, mas a professora me pediu para aguardar até setembro, era muito mudança para a Amanda.

Na hora do lanche ela tem que se virar, pega a lancheira abre arruma na mesa a professora ajuda a abrir e ela lancha sozinha !!!     

Estamos gostando muito da Escola temos reuniões a cada dois meses, a Águida  realiza um trabalho junto com a escola, trocam figurinhas, para que o trabalho com a Amanda seja integrado. 

A Amanda está adorando a escola, os amigos são muito carinhos e a ajudam quando ela precisa. Todos da Escola já a conhecem, e ela adora os maiores. A Professora Claudinha já foi Tutora e hoje é a Regente da Turma da Amanda.

Estamos muito satisfeitos com o Colégio Integral e esperamos que tudo de certo!!!

Obrigada   !!!               Beijos  Simone Santiago Marques