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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Sensibilidade auditiva



Quando a Amanda nasceu uma das possíveis dificuldades que poderíamos encontrar era que ela tivesse alguma dificuldade auditiva. para ajudar ainda mais no nosso desespero fizemos os exames auditivos na Amanda enquanto ela estava no hospital e os primeiros resultados não eram nada bons. 

Os exames apontavam que ela teria alguma dificuldade porém o ouvido dela era muito pequeno e fomos obrigados a repetir o exame diversas vezes até que conseguíssemos um resultado confiável.

Apesar dos resultados não apontarem nenhuma alteração, ela sempre teve dificuldade em relação a ruídos. Ela detesta lugares barulhentos. Basta começar um ruído mais alto que ela chora não importa onde esteja.

Esta sensibilidade ela tem até hoje, tanto que quando vamos em algum aniversário, na hora do parabéns, temos que procurar um local mais silencioso para que ela não chore.

No inicio das aulas na escola nova a Amanda na primeira semana voltava sempre nervosa, conversando com a Professora descobrimos que  tinham crianças que choravam, pois estavam em adaptação e vendo outras crianças chorarem ela chorava também. Passando essa primeira semana, as crianças já estavam mais calmas e a Amanda também.

A Professora todos os dias no final da aula, escolhe um livrinho e faz a roda do conto, quando vamos buscar a Amanda e ela está com cara de choro, pode ter certeza  a história tinha  monstros e as crianças se acabaram de tanto gritar !!! 

Nossas Mães dizem que a Amanda veio para educar a família pois os nossos irmãos gostam de rir e falar muito alto.   

Isto foi sempre algo que nos incomodou muito. Se ela não tem nenhuma alteração em sua audição, porque ela tem esta sensibilidade a barulhos? 

Conversando com outros pais que tem filhos Down, notamos que esta é uma característica mais comum que eu imaginava. Aqui no blog mesmo muitas mães comentaram que seus filhos também odeiam barulhos muito altos.

Pesquisando na internet localizamos muito pouco material em português, mas em inglês sim, então o Lúcio vai traduzir e depois vamos postar mais informações sobre isso.

Bom final de semana !!!       Simone Santiago Marques

domingo, 6 de julho de 2014

Amanda na Fazenda

O Post de hoje vai ser sobre o final de semana da Amanda na Fazenda e como podemos aproveitar todas as oportunidades para estimular nossos tesouros.

O Primo do Lúcio, o Gustavo e a noiva Manuela, convidaram-nos para uma Festa Julina na fazenda!!

A fazenda fica localizada em Piraí do Sul-PR, próximo a Ponta Grossa, chegamos no sábado, o dia estava perfeito a temperatura em 26 °C, muito sol e calor, apesar de estarmos no inverno.

Quando chegamos fomos recepcionados por dois novos amigos, o Gordo -um Golden Retriever 
 Aranha um Pointer Inglês, são cachorros grandes e a Amanda adorou os dois e a recíproca foi verdadeira, apesar de terem um ano, são enormes!!

Amanda fez o reconhecimento da casa inteira, depois ao redor!! Andou em volta da casa umas 100 vezes e quando não era a Mamãe atrás era o Papai!! 

Depois correu bastante no campo explorando todos os espaços e as oportunidades de fazer bagunça. 


Teve pescaria que ficou a cargo da Irmã mais velha que passou a tarde inteira pescando!! Ela não gostou pois achou muito parado, ficar esperando o peixe morder a isca.

Amanda conheceu os carneirinhos e ficou encantada e até pegou um deles no colo.

Com o Papai aprendeu a subir na cerca de madeira, mexer com os animais sem medo, na maior levadeza e felicidade!!


Ela aproveitou demais, tanto que as 21:00 já estava dormindo.

A noite teve Festa Julina com direito a Fogueira, o céu todo estrelado com uma lua magnifica, companhia agradável de amigos e familiares, afinal nós também temos que aproveitar um pouco.


Hoje a dia amanheceu com a temperatura mais baixa e entendi porque o nome de uma cidade que fica perto é Ventania !! Que vento!! Mas como tinha sol logo após o café da manhã a Amanda foi conhecer os cavalos, ela só conhecia nos livrinhos que lemos em casa antes de dormir. Ela gostou muito dos cavalos , 

mas quando viu os Pôneis simplesmente se apaixonou , mansinhos ela pode acaricia-los sem medo.

O objetivo do post é mostrar como sempre podemos estar estimulando nossas crianças, sem forçar nada porém, aproveitando todas as oportunidades que surgem.

Hoje aproveitamos para fazer a estimulação dela saindo da rotina, fazendo ela se relacionar com os primos, interagir com os animais, fazer ela falar e expressar suas percepções e buscar em sua memória os livros e vídeos que temos em casa onde ela sempre vê os cavalos com a Barbie.

Hora de voltar para casa, nos divertimos muito e estava tudo muito gostoso!!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Divulgação na Movimento Down



Quando descobrimos que teremos um filho Down a primeira coisa que fazemos é consultar o Google. Nestas consultas o que vemos é assustador, pois a grande maioria fala dos problemas e dificuldades que podem vir a ocorrer. Dificilmente encontramos o outro lado, o lado bom que são extremamente carinhosos, inteligentes, meigos e que são um presente para toda a família.

Quando começamos o blog, nossa intenção sempre foi desmitificar um pouco o que as pessoas sabem ou acreditam que sabem sobre Síndrome de Down., contar um pouco do dia a dia nosso.

É muito emocionante e uma grande satisfação quando vemos que o nosso objetivo começa a ser atingido.  A jornalista Luana Rocha entrou em contato conosco, elogiando o Post do Lúcio e perguntando se poderia postar no site da Movimento Down. Este site é um dos principais no Brasil com este objetivo.

Foi postado ontem, e até hoje já houveram  4.864 visualizações, e as mensagens que recebemos nos motivam ainda mais a continuar a expor as nossas vitórias e dificuldades.

Gostaríamos de agradecer a todos vocês pelo incentivo e carinho. Estamos muito felizes com o Sucesso do Rotina Down !!!

Segue abaixo a matéria editada.



Obrigada  Simone Santiago Marques

domingo, 29 de junho de 2014

A dificuldade no desfralde



A Amanda está com cinco anos, e ainda não conseguimos tirar a fralda, ela está pesando 15 quilos e as fraldas com fechamento lateral acabam machucando, encontrei uma fralda de vestir, e o problema dos machucadinhos foi resolvido.
Tinhamos pensado em tirar a fralda da Amanda no verão de 2013 , mas não conseguimos e eu ainda estava trabalhando fora e não tinha como dar uma atenção completa na retirada.
No ínicio da nova escola, decidimos tirar a chupeta e o berço, agora a Amanda dorme na mini cama. Ao iniciar as aulas em Fevereiro,  conversei com a Professora sobre essas mudanças que tínhamos acabado de realizar e que gostaria de ajuda para tirar a fralda. 
Em uma reunião com a Professora e Coordenadora para conversarmos sobre a Amanda , decidimos aguardar  até setembro de 2014 para realizar o desfralde. Muitas mudanças juntas acabam gerando muita ansiedade para todos.
Para toda criança, a retirada da fralda traz uma sensação de perda, como se ela percebesse que sua condição (e vantagens) de bebezinho estivesse ameaçada.
Para a criança a saída da fralda é um marco, já que deixam de ser bebês. Começamos então a pesquisar a melhor maneira de tirar a fralda.
Os esfíncteres são os responsáveis pelo controle das fezes e da urina, apesar da musculatura envolvida ser a mesma,  os esfíncteres são separados e o habitual é que a criança consiga desenvolver a habilidade do sistema digestório antes do urinário.
A Amanda faz o número 2, uma vez por dia , na maioria das vezes após o jantar, ela ainda não avisa quando vai fazer, mas conseguimos identificar a hora que está fazendo, já tentei levá-la ao banheiro
ou coloca-la sentada no penico, mas ela fala não !!
Compramos  um penico musical ela está começando a sentar nele de roupa, ela adora a revista Caras, então deixo ela sentar no penico com a revista e vou mostrando as figuras, já consegui algumas vezes que ela sente no penico sem fralda, mas só as vezes ela deixa.
Pesquisando na internet  não existe uma idade certa para a retirada das fraldas.As crianças que iniciam mais tarde esse treinamento levam menos tempo para conseguir o controle. O importante é se atentar aos indícios de que a criança esteja pronta.
 É um bom sinal, por exemplo, se ele consegue permanecer por intervalos de duas a três horas sem molhar a fralda, se avisa que quer fazer xixi ou cocô (ou que acabou de fazer) e se mostra desconforto com a fralda suja.
Percebemos que não é toda hora que ela faz xixi, o intervalo sem molhar a fralda é de duas a três horas, mas ela não demostra nenhum desconforto ainda, e também não avisa quando faz.
Descobrimos um aplicativo para IOS, no site Movimento Down,  PEPI BATH. A Amanda adora, lá ela escolhe entre três tipos de higiene, escovar os dentes, tomar banho ou ir ao banheiro. 
Comprei uma bonequinha que vem com penico, para mostar para ela como a bonequinha faz xixi, não demostrou ainda muito interesse, o joguinho no IOS é mais divertido.
Geralmente, o controle das fezes é mais bem sucedido e mais fácil que o da urina, pois pelo fato de a criança fazer menos vezes ou uma vez por dia, acontece quase sempre no mesmo horário. 
Achei alguns conselhos bem legais segue abaixo.

Devemos observar neste processo, três fases distintas para saber qual o momento de iniciar o “treinamento”

1 – A criança consegue te avisar que FEZ

Até esse momento, a criança anda com suas fraldas “pingando pela casa” ou “difundindo o cheiro” sem que isso a incomode. Se ela não tem essa consciência (que as fraldas já estão inapropriadas para o uso), não há como querer que ela entenda que precisa exercitar o controle.
Algumas crianças podem até querer tirar as fraldas quando percebem que elas estão molhadas ou sujas e isso pode já ser um sinal de que ela está preparada para a próxima fase, mas não que ela saiba controlar as suas eliminações. Se a fralda for retirada nesse momento, a chance de ocorrerem “vazamentos” é imensa e a de sucesso é muito, muito reduzida.

2 – A criança consegue te avisar que ESTÁ FAZENDO

Agora a criança começa a perceber que algo diferente está acontecendo. Além de já se sentir desconfortável com a fralda cheia de fezes e/ou urina, ela começa a ter a sensação das suas passagens pelo reto ou pela uretra, mas não consegue ainda conter ou reter. Em grande parte dos casos, a criança escolhe um cantinho, senta ou se agacha, olha para os pais com carinha de “tô fazendo” e começa a se incomodar quando terminou, quase que exigindo ser limpa.
Muitos pais, professores (nas escolinhas) começam aqui a tentativa de treinamento do controle. Mas para que essa atitude tenha sucesso, seria necessário um passo que a criança ainda não conseguiu: o segurar, a hora de segurar e soltar depois, a hora de soltar. Ou seja, ainda falta o principal: a consciência.

3 – A criança consegue te avisar que QUER FAZER

Depois de algum tempo, individual para cada criança, começa a ocorrer uma evolução. Nessa fase, a criança começa a ter o controle e consegue segurar as fezes e a urina.
Não existe padrão também em relação a que treinamento iniciar primeiro. A maioria das crianças tem mais facilidade para controlar o cocô, mas algumas começam com o xixi ou com os dois ao mesmo tempo. As preferências da criança devem ser respeitadas também em relação ao uso do peniquinho ou do redutor de assento. O ideal é testar os dois e ver com qual seu filho se adapta melhor.
A Amanda tem verdadeiro horror ao vaso sanitário, até me belisca quando tento fazer com que ela sente nele.
Sei que quando iniciarmos o desfralde o ideal é não voltar atrás, persistência e ênfase na rotina são fundamentais.  Com certeza a ajuda na escola será fundamental.
Achei mais uma dicas interessantes.No Site Movimento Down
  1. A maioria das crianças tende a fazer xixi ou cocô cerca de uma hora após as refeições. Se for o caso do seu filho, coloque-o sentado no peniquinho nesses momentos. A recomendação vale para meninos e meninas – só mais tarde, quando o garoto completar o aprendizado, ele deve ser estimulado a ficar de pé para urinar, imitando o pai e coleguinhas.
  2. Transforme a hora do penico em um momento prazeroso. Leia uma história, invente um jogo ou cante, tudo isso ajuda a relaxar a musculatura pélvica.
  3. Se o pequeno conseguir, elogie-o dizendo que está orgulhosa. Caso nada aconteça depois de uns dez minutos ou a criança der mostras de impaciência, recoloque a fralda e incentive-a pela tentativa. A idéia é habituá-la a sentar no peniquinho antes de tirar a fralda.
  4. Alguns especialistas recomendam repetir esse ritual a cada duas horas.
  5. Quando perceber que a criança já está no controle da situação, passe para a calcinha ou a cueca. Existem fraldas de treinamento, com laterais elásticas, que ela própria consegue baixar.
  6. Caso a criança tenha intestino preso, reforce a oferta de frutas e cereais para que o ato de evacuar não se transforme em uma experiência dolorosa.
  7. Recaídas são inevitáveis.
Estamos aguardando setembro para iniciarmos o treinamento!  Quem tiver dicas, serão muito bem vindas !!!
Beijos   Simone Santiago Marques

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Fonoaudiologia - Cedae Apae



Hoje vamos falar sobre a Fonoaudiologia , a Terapia era realizada uma vez por semana no início , depois conseguimos mais um horário e passamos a ter dois atendimentos por semana, com a duração de 30 min.
 
A Profissional que nós atendia era a Águida Roberta de Camargo Sorano , o início da terapia nos bebês começa na prática do uso dos lábios, língua e músculos envolvidos na produção da fala.
 
A Amanda era incentivada a prestar atenção nos diferentes tipos de som e barulhos.
 
Após aprendeu a estalar a língua imitando o trote do cavalo, vibrar os lábios imitando o barulho do carro, jogar beijo fazendo bico com os lábios, assoprar.
 

A Amanda começou na mamadeira ainda na UTI, eu só tinha leite em um seio, então era necessário uma complementação. A Águida me explicou que os órgãos que usamos para comer são os mesmos que usamos para falar: lábios, língua, dentes, palato, etc.
 
 Por isso, a alimentação tem um papel importante no desenvolvimento da fala. Através dela podemos exercitar e estimular a musculatura da boca e da face.
 
 Assim, desde quando o bebê suga o seio materno ou a mamadeira (com furo pequeno no bico ortodôntico) os músculos estão sendo exercitados para a fala. O bico ortodôntico é o ideal, pois permite que o aleitamento artificial (mamadeira) fique mais parecido com aleitamento natural (seio) em relação ao formato do bico e força de sucção,  ou seja, a força que o bebê precisa fazer para sugar o leite. O bebê precisa fazer força para exercitar a musculatura.
Variávamos bastante a alimentação quanto à textura, sabor e temperatura. Quando chegou a época de introduzir a papinha, ao invés de bater os legumes no liquidificador, passávamos por uma peneira fina.
  Antes de aparecerem os primeiros dentes, oferecíamos primeiro na terapia  bolacha, banana e frutinhas raspadas e depois continuávamos em casa (a Águida me ensinou como deveria oferecer, qual o posicionamento da colher na língua).
 
Ao dar o alimento para a Amanda, eu usava uma colher pequena e pressionava a ponta da língua para baixo e para trás (a colher deve entrar sempre de frente) e fazia com que a Amanda tirasse o alimento da colher com o lábio superior.

Por volta dos oito meses, começamos a oferecer a sopa no início  mais  liquida e devagar introduzimos pequenos pedaços primeiro amassados e depois em pequenos pedaços .
 
Introduzimos o canudinho, levava o suquinho descartávamos um pouco do liquido e oferecíamos para a Amanda, no início  mordia o canudo, depois foi cada vez mordendo menos e agora quase não morde. Esse é um bom exercício para a musculatura da boca e face.
 

Aos poucos, fomos tirando a mamadeira e introduzimos o uso de copo com bico.
 
Devagar fomos deixando a Amanda  usar a colher sozinha, ajudando-a apenas no movimento de pegar o alimento do prato e levá-lo à boca. Ela  derruba os alimentos da colher, mas deixo ela  tentar.
 
Estou "tentando" diminuir a ajuda gradativamente ( para mim é difícil, pois acabo tratando as minhas filhas como meus Bebês , mas como falo para a Águida . Eu vou conseguir !!! )
 
 Agora a Amanda come alimentos mais duros como carne (bife) ou cenoura pouco cozida, para exercitar a mordida e a mastigação.  Devemos estimular a lateralização da mastigação, colocando pedaços de alimentos consistentes entre os dentes laterais e estimular a mastigação do lado direito e esquerdo, um de cada vez.
 
Após a terapia da Apae, realizamos acompanhamento com outros profissionais e faz dois anos que a Águida nós atende em domicilio,  a Amanda agora está aprendendo a tomar no copo e já conhece as cores, números , animais e está começando a juntar duas palavras : Não quero !!!  De Novo !!!
 
Nas Terapias a Aguida utiliza muitos livrinhos com figuras e muita música, a Amanda ama ! Ela chega a Amanda pega a sua mão e a leva até o quarto.
 
A Camila participa de algumas terapias e adora, não pode ser sempre pois acaba tirando a atenção da Amanda.
 
A maiores dificuldades na fala são:
 
■ Hipotonia: a flacidez dos músculos faz com que haja um desequilíbrio de força nos músculos da boca e face, ocasionando alterações na arcada dentária, projeção do maxilar inferior e posição inadequada da língua e lábios – com a boca aberta e a língua para fora. A criança respira pela boca, o que acaba alterando a forma do palato (céu da boca). Esses fatores, dentre outros, fazem com que os movimentos fiquem mal coordenados e a articulação dos fonemas fique imprecisa e prejudicada.
■ Suscetibilidade às infecções respiratórias: essas infecções levam a criança a respirar pela boca, aumentando a dificuldade para articular os sons.
■ Dificuldade de memorização de sequência de movimentos: a dificuldade para aprender sequência de movimentos faz com que as crianças com Síndrome de Down pronunciem a mesma palavra de vários modos diferentes. Cada vez que dizem uma palavra é como se a estivesse falando pela primeira vez.
 
 Gostaria de agradecer a Águida sempre incansável e atenciosa ! Obrigada Maravilhosa profissional e amiga !!
 
Beijos pessoal !    Simone Santiago Marques
 
 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Fisioterapia -Cedae Apae

 
 
Hoje vamos falar sobre  a Terapia de Fisioterapia. Realizávamos duas vezes por semana na Apae e duas vezes na Fisiclin ( Clínica Particular através da Unimed).
 
A Terapia realizada no Cedae- Apae tinha duração de 30 min. A fisioterapeuta utilizava brinquedos coloridos para chamar a atenção da Amanda, fazendo-a rolar até pegar o brinquedo e utilizávamos também a bola suíça, o rolo, o espelho que ela ama , aproveitávamos para aprender e fazer em casa .
 
Sentávamos em frente ao espelho é ali a Amanda começava a explorar!! Devagar foi firmando a cabecinha, depois sentando, engatinhando até andar. O Processo é lento, e devemos ter paciência, cada etapa vencida é uma vitória!! 
 
Como os Bebês tem hipotonia, a terapia que deve ser realizada nos primeiros anos de vida com mais intensidade é a Fisioterapia, por isso decidimos procurar uma profissional para acompanhamento também fora da Apae. 
 
Na Fisiclin a Técnica era praticamente  a mesma, o que diferenciava era a malha que ficava presa no teto como um balanço, a Amanda era colocada dentro e os movimentos eram realizados. A Fisioterapeuta da Fisiclin se chama Isamar , ela é especialista em várias Síndromes.  Com a Isamar conheci a Cadeirinha Bumbo que já falamos em outro Post.
 
O brincar é a função básica da criança, pois, brincando ela explora, descobre, aprende, apreende o mundo a sua volta e que numa situação de limitações patológicas, toda sua rotina de vida é modificada.

Com o brincar  a criança se adapta ao ambiente ou adapta o ambiente à sua vontade, e pode ser realizado por vários métodos, como por exemplo, pela exploração, repetição, reprodução ou transformação.
 
Abaixo, segue explicação sobre a Fisioterapia; 
 
O principal objetivo da fisioterapia é criar condições para explorar o potencial motor da criança, direcionando-a nas sucessivas etapas do desenvolvimento motor e auxiliá-la na aquisição de padrões essenciais e fundamentais do desenvolvimento, preparando-a para uma atividade motora subseqüente mais complexa.
 
O objetivo da fisioterapia não é tentar igualar o desenvolvimento neuropsicomotor da criança com síndrome de Down ao de uma criança comum nem exigir da criança além do que ela é capaz, mas auxiliá-la a alcançar as etapas desse desenvolvimento da forma mais adequada possível, buscando a funcionalidade na realização das atividades diárias e na resolução de problemas.
 
A estimulação bem estruturada pode promover o desenvolvimento da criança, minimizando suas dificuldades e evidenciando a possibilidade de melhores respostas à experiência e adaptação a condições mutantes e a estímulos repetidos. A estimulação adequada torna consciente pra a criança os gestos da vida diária.
 
Os primeiros meses de vida são fundamentais para a estruturação de nossas potencialidades: as primeiras expressões do bebê são essencialmente motoras grande variedade de pequenos movimentos que fazem parte de um sistema complexo e organizado que irá influenciar no seu bem-estar, presente e futuro. Os primeiros movimentos são reflexos, porém, durante o seu desenvolvimento, a criança os refinará e os tornará mais precisos, reunindo todas as sensações motoras para chegar a gestos globais, tais como erguer a cabeça, sentar-se e ficar em pé.
 
É importante ressaltar que cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento, que deve ser percebido e respeitado.  O  importante é respeitar a individualidade da criança e determinar a linha de tratamento a partir disso.
 
O Conceito Bobath, é indicado para o tratamento na Síndrome de Down, por estar de acordo com o objetivo proposto para o atendimento destas crianças, possibilitando o desenvolvimento da integração motora em níveis superiores ,aproveitando-se da plasticidade neuronal. Sua abordagem enfoca a aquisição de habilidades funcionais conseguidas pelo aprendizado motor, utilizando materiais específicos como: bolas, rolos, colchonetes e brinquedos coloridos e sonoros.
 
Obrigada   Simone Santiago Marques
 
 

domingo, 1 de junho de 2014

Musicalização



No Cedae - Apae a Musicalização faz parte das Terapias ofertadas. A duração era de 30 min e realizávamos uma vez por semana.
 
A Amanda adora música, canta e dança sempre que pode, é claro que temos que dançar junto!!
 
 A música faz parte da vida de todos nós: o pulso e o ritmo são encontrados em nosso batimento cardíaco, em nossa respiração e em nosso movimento.
 
 A melodia é criada em nossa risada, choro, grito ou canto. Toda a nossa gama de emoções pode ser manifestada dentro dos ritmos e das harmonias de diferentes estilos musicais.
 
O cérebro funciona como um todo e sempre que estivermos estimulando uma área específica afetaremos toda a função cerebral; daí a grande importância da estimulação.
 
Antes mesmo de nascer, os bebês já são ouvintes competentes e sofisticados. Evidências demonstram que o feto escuta música e exibe comportamentos diferenciados em consequência dos tipos de música que ouve.  É neste período que as mães sentem, por exemplo, pequenos chutes na barriga como se o feto respondesse aos sons externos. A estes sons somam-se ainda os sons internos do útero, transformando este órgão em um ambiente acústico estimulante para o feto. Ao nascer os bebês são sensíveis à altura e à intensidade dos sons, são muito atentos ao som da fala, reconhecem e preferem a voz materna à outra voz feminina.
 
A partir dos seis meses de idade, os bebês demonstram preferir ouvir sons agudos ao invés de sons graves, são capazes de diferenciar timbres e ritmos.
 
Na Musicoterapia no Cedae -Apae, a estimulação é realizada pela profissional Selma Caetano, com muita paciência e carinho, cativa as crianças e as Mães.

 O início no trabalho com os sons guturais, ou seja, aqueles produzidos pela garganta. Estimulando a criança a produzir diferentes tipos de sons através da vibração da sua própria voz.
 
O fazer musical ajuda a criança com SD a se comunicar sem a necessidade de usar a linguagem verbal.  A Terapeuta utiliza os elementos como a pulsação, o ritmo, a melodia, ajudando a criança a processar positivamente os sentimentos que tem sobre elas mesmas, além de exigir respostas passivas e ativas, manipulação física, interação social, reações emocionais e habilidades cognitivas. 
 
A música oferece oportunidades de auto-expressão, auto-estima e autocontrole.
 
A percepção tátil e visual também era estimulada, a Amanda  manipulava os instrumentos musicais, feitos por materiais variados, como metal, madeira, papel, palha e plástico, que além de emitirem sons específicos, possuem cores, temperaturas e texturas diferentes a serem exploradas.
 
O desenvolvimento da linguagem e do gestual era feito por meio de canções. O estímulo do canto é uma maneira de desenvolver a linguagem, a afinação, a emissão vocal e a percepção auditiva.
 
 
Sons diferentes eram introduzidos para exercitar a atenção da Amanda, fazendo com que ela repetisse alguns desses sons. Começou a perceber os sons vindos de longe, e a Terapeuta nos incentivou a chamar a atenção da Amanda despertando seu interesse com imitações do cachorro o " au-au", do passarinho o "Piu-Piu", para ajudar na articulação da fala. A audição começa a se apurar e os lábios começam a querer trabalhar.
 
Utilizávamos também a variação de ritmo, usando batidas fortes e fracas, rápidas e lentas no tambor e ela imitada o ritmo das batidas.
As canções infantis, eram usadas, em andamento lento, com as palavras bem articuladas, para que fossem bem compreendidas. Este tipo de música geralmente atrai as crianças, estimulando a sua atenção.
 
Também era estimulada a experimentar diferentes tipos de sons, como vibrações dos instrumentos e a voz da terapeuta, pondo a sua mão na garganta e também no peito enquanto a Terapeuta falava ou cantava. Colocava a  mão sobre o instrumento para que o experimente, trabalhando, assim, a coordenação e a percepção dos materiais. Explore a temperatura dos instrumentos de metal, de madeira, de palha, de plástico.
 
Papéis que produzem som, como os que embalam ovos de Páscoa, bem coloridos, dão bons brinquedos sonoros, a Amanda  adora o colorido e os sons que fazem estimulam a expressão.
 
O  Musicoterapeuta faz com que as crianças  se expresse através da música, corporalmente, sonoramente e pelas canções de sua preferência; trabalham as palavras da letra dessas canções cantar, dançar e tocar um instrumento possibilita desenvolver a fala, os sentidos e a expressão corporal.
 
 São diversos os benefícios :

• Benefícios emocionais: por meio do canto materno, a música pode fornecer ao indivíduo um senso de tranquilidade e proteção.
 
 • Benefícios culturais: as experiências musicais contam a nossa história, quem fomos, somos e seremos.
 
• Benefícios auditivo-educacionais: a música é uma forma de conhecimento: enriquecer a percepção  sonora e educar o ouvido propicia uma base musical sólida para os futuros ouvintes.
 
• A valorização da autoestima, uma vez que aos indivíduos é permitido realizar as atividades em seu próprio ritmo
 
• O desenvolvimento das capacidades motoras, da força muscular e da fala, que podem ser alcançados por meio de atividades musicais que contenham movimentos e palavras.
 
• O desenvolvimento de todas as facetas da audição, como, por exemplo, a sensibilização ao som, a audição sequencial e a memória.
 
• O estímulo total do cérebro. Tanto o lado direito (afetivo) quanto o esquerdo ( lógico), são, igualmente , estimulados durante um programa ativo em música.
 
 
As terapias do Cedae - Apae são excelentes para a estimulação precoce dos Bebês, aprendemos como estimular em casa também para que o processo tenha continuidade.
 
Somos muito gratos a todos os profissionais do Cedae-Apae, com certeza eles fazem a diferença !!!
 

Beijos   Simone Santiago Marques


 
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Terapia Ocupacional - Síndrome de Down





Hoje vamos falar sobre a importância da Terapia Ocupacional, realizávamos  uma vez por semana no Cedae - Apae, a duração da sessão era de trinta minutos.

O terapeuta ocupacional ajuda no desenvolvimento, recupera ou mantém habilidades que as crianças  precisam para desempenhar as chamadas atividades da vida diária, levando em conta as particularidades de cada indivíduo, bem como o ambiente em que vivem.

Essas habilidades podem incluir, no caso de crianças, comer com colher, beber no copo, usar o banheiro e brincar com brinquedos apropriados para a sua idade, entre outras. Com as crianças, em particular, o terapeuta ocupacional procura atuar tanto na estimulação e aquisição de habilidades motoras finas, intelectuais e afetivas .

 O terapeuta ajuda a criança com Síndrome de Down a se relacionar com o meio, intermediando e facilitando esse encontro – ou seja, ele é um especialista em ajudar as famílias a adaptar o ambiente para que a criança possa viver o dia a dia com confiança e se integrar à vida familiar.

 Também é necessário que a família contribua com o trabalho do terapeuta ocupacional. Para isso, é importante conhecer as características de cada fase da vida da criança e o que é esperado dela em cada um desses períodos.

Terapia Ocupacional utiliza da atividade como um instrumento terapêutico para avaliar os tipo de dificuldade seja no aspecto físico, mental ou social, que esteja interferindo no seu cotidiano.

O objetivo geral, é estimular o desenvolvimento neuropsicomotor da pessoa com Síndrome de Down através do brincar, vivências relacionadas com o seu cotidiano  e de desempenho funcional nas atividades escolares (motoras gráficas e cognitivas), visando o ganho máximo de independência e autonomia na família, escola e na sociedade.

Proporcionar funcionalidade e o máximo de independência possível no ambiente escolar, familiar, social, de trabalho, de lazer e outros espaços de vivencia do educando. De acordo com a faixa etária e com as reais necessidades de cada criança é que vão ser determinados os objetivos específicos:
> Planejar atividades para estimular o desenvolvimento neuropsicomotor;

> Propiciar posturas adequadas para tais atividades;

> Orientar a família quanto às atividades da vida autônoma e social;

>Trabalhar aspectos cognitivos (atenção/concentração), perceptivos, coordenação motora global e fina.
 
Nosso cérebro manda informações às partes de nosso corpo, e a capacidade que o corpo tem de desenvolver aquele movimento nós chamamos de coordenação motora. Pular, correr, andar, saltar ou realizar tarefas que exijam maior habilidade, como pegar em um lápis, bordar, desenhar, recortar, tudo isso exige de nós coordenação motora. 
 
A coordenação motora nos permite realizar os mais diversos movimentos coordenados. Na coordenação motora ocorre participação de alguns sistemas do corpo humano, como sistema muscular, sistema esquelético e sistema sensorial. Com a interação desses sistemas obtêm-se reações e ações equilibradas. A velocidade e a agilidade com que a pessoa responde a certos estímulos medem a sua capacidade motora.

 
Podemos classificar a coordenação motora de duas maneiras: coordenação motora grossa e a coordenação motora fina.

Na coordenação motora grossa verificamos o uso de grupos de músculos maiores e o desenvolvimento de habilidades como correr, pular, chutar, subir e descer escadas, que podem ser desenvolvidas a partir de um plano sistemático de exercícios e atividades esportivas. Na coordenação motora fina verificamos o uso de músculos pequenos, como das mãos e dos pés. Ao desenhar, pintar, manusear pequenos objetos, a criança realiza movimentos mais precisos, delicados, e desenvolve habilidades que a acompanharão por toda a vida.


É possível observar a coordenação motora de um indivíduo desde pequeno. A criança responde aos estímulos de várias formas e cabe ao professor, nas primeiras séries, trabalhar a motricidade da criança. Ao aprender a pintar dentro de espaços delimitados a criança já começa a desenvolver sua coordenação, à medida que ela for sendo alfabetizada, aumentará a sua capacidade motora.

ALGUMAS IDÉIAS DE ATIVIDADES PARA TRABALHAR O COGNITIVO, MOTRICIDADE FINA E AMPLA, NOÇÕES DE LATERALIDADE E COORDENAÇÃO MOTORA.


Algumas atividades que podem ser feitas, que contribuem muito para o desenvolvimento cognitivo da criança, trabalhando sua motricidade fina e ampla, sua ludicidade e também suas noções de lateralidade e coordenação motora.

- Jogos de memória
- Recorte e colagem (papel picado, grãos, contas).
- Rasgar papéis com as mãos.- Amassar os papéis picados.
- Confecção de colares.- Pintura a sopro, a dedo e/ou a pincel.
- Massinhas de modelar.
-  Argila
- Brincar de faz-de-conta.
- Mímicas: rir, chorar, dar gargalhadas, fazer caretas, piscar.
- Dançar.
- Correr com e sem apoio.
- Equilibrar-se num pé só.
-Reconhecer e nomear partes do seu corpo e dos outros.
-Brincar com água, terra, argila, areia, barro.
-Reconhecer os sabores, doce, salgado, amargo, azedo.
-Reconhecer as temperaturas: frio, quente, gelado.
-Participar de brincadeiras rimadas e ritmadas, cantigas de roda, canções folclóricas.- Dramatizar cenas familiares e histórias curtas e repetidas frequentemente.
-Observar e explorar o ambiente através do tato.- Identificar formas: quadrado, círculo, triângulo, retângulo.- Identificar cores.
-Representa, por meio de gestos, sem utilização de objetos,: o fechar portas, calçar sapatos, receber uma visita, cozinhar, lavar, etc.
-Rodinha para conversação.- Andar imitando um trenzinho, transpondo obstáculos, passando por baixo de mesas eu formarão um túnel, circundar objetos.
-Morto-vivo (jogo)
-Andando, chegar a um ponto determinado na sala, equilibrando um objeto na mão, na cabeça, etc.
-Brincadeiras com bolas, petecas, balões, água, massa para desenvolver a percepção tridimensional, a percepção de distância e orientação espacial.
-Ajuda-la no desenvolvimento do vocabulário, encorajando-a na identificação das atividades realizadas nas tarefas diárias.
- Ensiná-la a identificar as roupas que usa e os diferentes passos no processo de vestir e despir.
-Exercícios para desenvolver a lateralidade ( andar em linha reta; curva; zigue-zague, andar em pistas limitadas com fita, etc...)
-Desenho espontâneo com lápis de cera.
-Utilizar fantoches, teatro de máscaras, teatro de sombra para apresentação (histórias) às crianças.
- Corrida de cavalinho: fazer uma fila com as crianças e colocar pequenos obstáculos como latinhas, saquinhos de areia, espalhados pela área em círculo. Ao sinal de um apito, palmas, as crianças saem correndo procurando saltar os saquinhos.
-Imitar o pulo do sapo, do macaquinho, do coelhinho, o peixinho nadando, a minhoca se arrastando e o som de animais conhecidos.
- Desenhar um caracol no chão, as crianças devem andar em cima da linha, no sentido de ir e voltar.
- Manipulação de material de sucata
- Conversar com as crianças ao máximo, aproveitando todos os momentos, tendo como temas sua família, seus brinquedos, seus amigos, suas brincadeiras 
No Site Movimento Down existem várias cartilhas de estimulação por faixa etária é muito interessante . Maiores informações

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Cedae- Apae Terapia Shantalla

 
 
Nossa primeira visita a CEDAE - Apae em Curitiba, fomos recepcionados pela Coordenadora da Assistência Social Roselei Straub, uma profissional atenciosa e muito querida. Fizemos a ficha e ficamos aguardando o telefone de disponibilidade de vaga.
 
Depois de uma semana ela nos ligou e iniciamos as terapias.  A  CEDAE Apae  fica localizada na Rua Alferes Ângelo Sampaio, 1597 em Curitiba : As Terapias ofertadas são:
 
-Fisioterapia
-Música
-Fonoaudiologia
-Massagem ( Shantalla )
-Terapia Ocupacional
-Natação
-Acompanhamento Psicológico ao Pais
-Médica neurologista que acompanha o desenvolvimento das crianças.
 
Nossos atendimentos eram realizados na parte da tarde, para a Amanda não ficar muito cansada, alternamos as terapias para três vezes por semana. Duração de cada Terapia 30 minutos.
 
-Fisioterapia , Terapia Ocupacional e Música
 
-Fonoaudiologia, Massagem 
 
-Fonoaudiologia , Fisioterapia
 
A Amanda no começo tinha uma resistência muito baixa e a Pediatra achou melhor esperarmos para dar inicio a natação.
 
Nos primeiros seis meses, as Mães acompanham as terapias para aprender como realiza-las em casa. Após este período aguardamos em uma sala de espera  para os Pais, onde conversamos sobre nossos filhos .
 
Hoje vou começar a falar sobre a Massagem Shantalla
 
A Amanda amava a massagem, música suave, a sala bem quentinha, meia luz .
 
O toque, o mais antigo dos sentidos  O médico francês Frédérick Leboyer foi o responsável por introduzir no dia a dia de muitas mães, a arte hindu de massagear as crianças aprendida com Shantalla.
 
Leboyer, mais poeta que médico, descobriu a magia de Shantalla durante uma viagem à Índia.
 
Encontrou-a em meio a uma enorme favela, em Calcutá, onde trabalhavam dois amigos seus. Por dias, fotografou a moça (paralítica) que massageava seu bebê todas as manhãs, aproveitando o sol.
E ensinou a muitas outras mães, através de seus livros (Shantalla, uma antiga arte de massagem, publicado no Brasil pela editora Ground), os segredos e a forma da massagem como lhe foram transmitidos.
 
A idéia é fornecer o que é fundamental para as crianças: contato, amor, carinho. Através da comunicação entre a mão e a pele (e mãe e filho), feita silenciosa e atentamente, como exige toda prática corporal, surge um novo relacionamento, cheio de amor e alegria, onde o aperfeiçoamento e o cuidado se revelam, claros como o sol da manhã.
 
Existem livros, cursos e muitas informações sobre shantalla, mas o pouco que a gente consegue explicar são os príncipios básicos da massagem. A shantalla é um conjunto onde tudo interage e que você irá aperfeiçoar de acordo com sua sensibilidade. "O importante é o contato da mão da mãe com a pele do bebê" .
 
A melhor hora para fazer a shantalla é antes da soneca matinal do bebê. Logo depois da massagem, você dará o banho. No verão, pode fazê-la ao ar livre, deixando a criança ao sol. A técnica pode ser iniciada quando o pequeno entra no segundo mês. Até então, eles são muito frágeis para ficarem longos períodos de tempo sem roupa.
 
Um aviso importante: a shantalla deve ser evitada se o bebê estiver com febre, resfriado, com disenteria ou infecções. Outro lembrete: entre o segundo e o terceiro mês, a criança só está acordada enquanto estiver com fome. Então, para você conseguir fazer a massagem, dê o peito apenas o suficiente para forrar o seu estômago e siga as demais instruções. Caso contrário, se ela estiver satisfeita, bem alimentada, irá adormecer logo em seguida, e você não poderá acarinhá-la com técnica.
 
Para começar
 
Sente-se no chão, com as pernas esticadas, costas eretas, ombros relaxados. Use óleos vegetais naturais amornados (de hamamélis, amêndoas ou camomila, por exemplo), para que não ocorram choques térmicos. Coloque o bebê sobre suas pernas, em cima de um impermeável, com uma toalha ou uma fraldinha. Vocês se olham. Você se concentra e esfrega um pouquinho do óleo nas mãos. A questão do ritmo, lento e constante, é importante.
 
 O que muda é a pressão dos dedos, que aumentará naturalmente. Os movimentos são feitos com firmeza, sempre de dentro para fora (do centro para as extremidades) ou de baixo para cima. Para completar, tente começar sempre pelo lado esquerdo e terminar do lado direito.
 
 Segundo os estudiosos da medicina oriental, este é o sentido da energia no corpo humano. Aviso às iniciantes: não se assustem com os gritinhos que a massagem provoca nos bebês – são de puro prazer.
  
1- Comece pelo peito, deslizando as mãos do centro para as laterais, como se estivesse alisando as páginas de um livro.
2- Em seguida, você vai cruzar suas mãos pelo peito saindo do quadril esquerdo do bebê e chegando ao ombro direito, e do quadril direito para o ombro esquerdo. Deixe suas mãos subirem como ondas, alternadamente.
3- O próximo passo são os braços. Vire o bebê de lado, segure o ombro com uma das mãos (como um bracelete) e o pulso com a outra. Vá deslizando do ombro ao pulso e alternadamente as mãos sempre que se encontrarem. Não esqueça o ritmo.
4- A seguir, faça o mesmo com as duas mãos, indo do ombro em direção ao pulso. O movimento imita um rosca, com uma mão no sentido contrário da outra.
5- Antes de fazer o outro braço, massageie a mãozinha com os polegares. Alongue os dedinhos, dobrando-os para trás gentilmente. Repita com outro braço e a outra mão. Primeiro o esquerdo, depois o direito – este é o rumo da energia, explicam os teóricos da medicina oriental.
6 – Coloque uma das mãos na base do peito e deslize em direção ao ventre, como se estivesse esvaziando a barriga do bebê. Repita várias vezes, alternando o movimento com a outra mão.
7- Depois, com a mão esquerda, segure os pés erguidos. Com o antebraço direito, vá deslizando desde o peito até o ventre.
8- Chegamos às pernas. Repita os mesmos movimentos dos bracinhos, deslizando da coxa aos tornozelos. Primeiro, alongue. Depois, massageie com as duas mãos, sempre uma em sentido contrário da outra.
9- Primeiro, os seus polegares vão massagear do calcanhar até os dedinhos. Depois, passe a palma da sua mão na sola do pezinho do bebê. Em seguida, repita os mesmos movimentos com a outra perna.
10- É a vez das costas. Vire o bebê de bruços, atravessado em seu colo, com a cabeça para o lado esquerdo. A massagem tem três tempos. No primeiro, você coloca suas duas mãos juntas, paralelas, na nuca do bebê, e vai deslizando até as nádegas, massageando para frente e para trás. As mãos vão e vêm, subindo e descendo, mantendo o ritmo, vagarosamente.
11- No segundo tempo, sustente as nádegas do bebê com a mão direita, enquanto a mão esquerda desliza da nuca ao bumbum, lentamente.
12- No terceiro tempo, segure os pezinhos com a mão direita mantendo as perninhas esticadas elevadas. Enquanto isso, a mão esquerda passeia da nuca em direção aos pés e recomeça mais uma vez.
13- Estamos quase no fim. Vire o bebê para massagear o rosto. A partir do meio da testa do bebê, deslize a ponta de seus dedos para os lados, ao longo das sobrancelhas. Depois, coloque os seus dedos entre os olhos e deslize pelas laterais das narinas. Para finalizar, contorne a boca e o maxilar em direção às orelhas.
14- Para liberar as tensões das regiões cervical e dorsal, da caixa torácica e a respiração superior, segure as mãozinhas do bebê e cruze os bracinhos sobre o peito, fechando e abrindo.
15- Para liberar as tensões das vértebras, em especial as lombares, segure um pé do bebê e a mão do lado oposto, cruzando braço e perna, de forma que o pé se aproxime do ombro e a mão da coxa oposta. Repita o movimento do outro lado.
16- Para relaxar as articulaçoes da pélvis e dos ligamentos com a base da coluna, segure os dois pés, cruzando as perninhas sobre a barriga do bebê. Em seguida, abra as perninhas, estenda e cruze novamente, invertendo a posição.


Benefícios da Shantalla
  • Aumenta a oxigenação dos tecidos e estimula o fluxo de energia pelo organismo.
  • Favorecendo a respiração, ajudando o organismo a expelir toxinas e revitalizando o corpo.
  • A massagem também previne cólicas, prisão de ventre e insônia.
  • Tem uma ação relaxante e melhora o humor.
  • Atua diretamente sobre o desenvolvimento psicomotor.
  • Contribui para o contato afetivo e promove a harmonia do bebê com o mundo exterior. Fonte
 
O objetivo maior da Apae é melhorar as condições de vida, e principalmente, assegurar-lhes o desenvolvimento e os direitos de cidadão.

Com isso, ressalta-se a importância das associações, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais  -APAE, e outros programas que dão toda a assistência não só aos nossos filhos, mas também para nós .

Nos próximos posts vou falar sobre cada uma das terapias.    
 
Obrigada pelo carinho !!!                      Beijos  Simone Santiago Marques